Em Campo Maior mais de 700 pessoas estão alagadas

O prefeito de Campo Maior, José de Ribamar Carvalho, informou neste sábado (14) que cerca de 700 famílias já estão alagadas em Campo Maior e que apenas 100, aproximadamente, foram retiradas das casas e estão em abrigos. Amanhã, o ministro da Integração Nacional, Pádua Andrade, estará no Piauí visitando a barragem do Bezerro, no município de José de Freitas e áreas alagadas em José de Freitas e Campo Maior.

Ribamar Carvalho afirmou que há resistência de muitos moradores em sair das residências. De acordo com ele, a maior preocupação no momento, além do risco de as chuvas aumentarem mais ainda, é justamente conseguir tirar as famílias dos locais alagados e também conseguir abrigos adequados para alojá-las.

“O número atual é de mais de 700 famílias alagadas. Muitos resistem e não querem sair de suas casas. Já resgatamos 100 famílias aproximadamente, que estão indo para casa de parentes, para escolas, salão paroquial, centro catequético, alugueis sociais”, contou Ribamar.

“Cresce a cada dia o número de famílias e a cada dia precisamos arranjar novos espaços para alocá-las. A maioria delas não tem condição de retornar para suas casas e embora baixando o nível da água, temos que fazer uma força tarefa para dar uma amenizada na situação e buscar apoio”, falou Ribamar.

O prefeito garante que está sendo feita uma força tarefa, que tem fiscalizado e visitado todos os pontos da cidade diariamente.

“A Prefeitura tem essa rotina, tem uma equipe e está todos os dias trabalhando com a Defesa Civil, equipe de profissionais da educação, saúde, meio ambiente, justamente para anteder melhor essa população. A Prefeitura tem toda uma logística de conseguir os espaços, deixar alimentação, acompanhar a saúde das pessoas, as equipes de estratégia de saúde da família visitam, levam remédios”, observou.

Uma das desabrigadas, Maria do Amparo, lamenta já ter perdido metade dos pertences e tem medo que sua casa de taipa seja arrastada pelas águas.

“A situação para nós não está tão boa porque a gente queria mesmo era estar em casa, mas aqui graças a Deus não nos falta nada. Quando eu penso em chuva vem em mente que ela vai vir e levar minha casa, porque está enchendo de mais e a água vai levar porque a paredes são de taipa. Eu já perdi a metade das minhas coisas e as outras estão aqui (no abrigo)”, contou Maria do Amparo.

Fonte: Cidade Verde

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